
“Os Ignorantes” é um espetáculo sobre a ignorância que a pessoa tem de si mesma.
O texto foi inspirado num suposto cordel intitulado “Os Ingnorante”, de suposta autoria de José de Oliveira. Diz o poeta:
“Nós sofre, coitados, da redundância
De s’ignorá e num adnití
Que todos nós vive na ignorância.”
A história é simples: Filho único, criado só pelo pai, é atingido por uma bala perdida disparada do bar em frente à casa onde mora.
O comportamento dos personagens envolvidos neste incidente revela ignorância deles a respeito de suas mais profundas motivações.
O destino do menino passa a ser determinado pela ação das pessoas ligadas à ele, sem que elas tenham consciencia de que suas atitudes estão subordinadas a regiões de suas psicologias sobre as quais elas não têm nenhum controle, e nem tão pouco, conhecimento disto.
“Embora é em nós que tudo se passa
Nós mesmos se perde aos nos percebê
Pois nunca atinamo o que nos devassa
Tão perto e tão longe de enlouquecer.”
Ainda que o fato em torno do qual se desenrole a trama seja um tragédia, a peça é um comédia leve, no estilo quase de uma comédia picaresca; que antes dá lugar a brincadeira própria do teatro que a pretenções de profundidade intelectual.
“Os Ignorantes” é essêncialmente um divertimento para todos, tendo como assunto esta caracteristica do ser humano que é ignorar-se a si mesmo em alguma medida; qual seja: ignorar que se ignora.
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